domingo, 19 de março de 2017

Quaresma III domingo

 «Se conhecesses o dom de Deus e quem é Aquele que te diz: 
‘Dá-Me de beber’, tu é que Lhe pedirias e Ele te daria água viva». 


Na sua viagem da Judeia para a Galileia, Jesus atravessa a Samaria.
Cansado da viagem parou na cidade de Sicar e não hesita em pedir de beber a uma mulher samaritana. Mas a sua sede estende-se muito para além da água física: é também sede de encontro e desejo de abrir diálogo com aquela mulher, oferecendo-lhe assim a possibilidade de um caminho de conversão interior. Jesus é paciente, respeita a pessoa que tem à sua frente, revela-Se-lhe progressivamente. O seu exemplo encoraja-a a procurar um confronto sereno com o outro. As pessoas, para se compreenderem e crescerem na caridade e na verdade, precisam de se deter, acolher e escutar.
A mulher de Sicar interpela Jesus sobre o verdadeiro lugar da adoração a Deus. Jesus não toma partido em favor do monte nem do templo, mas vai ao essencial derrubando todo o muro de separação. Remete para a verdade da adoração: «Deus é espírito; por isso, os que O adoram devem adorá-Lo em espírito e verdade» (Jo 4, 24).
Pouco a pouco, a mulher samaritana compreende que Aquele que lhe pediu de beber é capaz de a saciar. Jesus apresenta-Se-lhe como a fonte donde jorra a água viva que mata a sua sede para sempre (cf. Jo 4, 13-14).
O encontro com Jesus transforma a samaritana. Tendo recebido um dom maior e mais importante do que a água do poço, a mulher deixa lá o seu cântaro  (cf. Jo 4, 28)  e corre a contar a todos que encontrou o Messias (cf. Jo 4, 29). Este encontro restitui-lhe o significado e a alegria de viver, e a mulher sente o desejo de comunicá-lo. Hoje, há uma multidão de homens e mulheres, cansados e sedentos, que nos pedem a nós cristãos, para lhes dar de beber.
É um pedido a que não nos podemos subtrair. O compromisso comum de anunciar o Evangelho permite superar qualquer forma de proselitismo e a tentação da competição. Estamos todos ao serviço do único e mesmo Evangelho!

Papa Francisco - HOMILIA NA PRAÇA DE S. PEDRO (III Dom. Quaresma 2013)

segunda-feira, 13 de março de 2017

Quaresma II domingo

“Este é o Meu Filho muito amado. Escutai-O”! (Mt 17,15)


assombro
A Transfiguração manifesta a profunda e maravilhosa realidade de que somos co-herdeiros na glória dos fi lhos de Deus. A resplandecência do Tabor projecta luz sobre a sombra do nosso mundo, carregado pela realidade do sofrimento e da morte. Revela um impulso para algo mais poderoso que o nosso desespero: para um sol sem ocaso.
Jesus disse-nos que veio para que pudéssemos ter alegria, uma alegria superabundante. A visão do Tabor é uma experiência aberta a cada um de nós, quando estamos em sintonia com o nosso ser mais íntimo: Deus. É um dom gratuito, uma iluminação divina, um vislumbre do nosso verdadeiro destino.
Na montanha, perto de Deus, embora cansados da viagem da vida, Jesus convida-nos a olhar para cima, para Ele, a vê-lo como o Senhor ressuscitado, que tem poder sobre o sofrimento e a morte. Ele é o Senhor dos vivos.

Rina Risitano
Um Caminho para a Luz
Assombro


esta semana


segunda-feira, 6 de março de 2017

domingo, 5 de março de 2017

Quaresma I domingo


«Neste primeiro domingo da Quaresma somos desafiados a entrar nas grandes tentações da humanidade. Jesus passa por cada uma delas, mostrando como podemos ultrapassá-las. A tentação milagreira, de achar que as coisas se resolvem sem esforço, “transformando pedras em pão”. A tentação da dependência, ficando-se na atitude de que os outros é que têm a obrigação e o dever de me ajudar, de modo a “não tropeçar em nenhuma pedra”. A tentação do poder, com a arrogância de se ser considerado o melhor, o único, ou, em última instância, ter tudo, se adorar o mestre da divisão e da discórdia. Assim, Jesus ensina-nos que a Palavra de Deus alimenta-nos a capacidade de entrega e de serviço. Também em percebermos que a confiança em Deus me leva ao crescimento, implicando a colaboração. No final, contra essa tentação de poder, que apenas Deus deve ser adorado. Afinal, n’Ele percebemos que a omnisciência, a omnipotência e a omnipresença é alicerçada no amor, que em nada prende, mas em tudo liberta.»

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Quarta feira de cinzas - 1 de março


“A Quaresma, que começa com a celebração de Quarta-feira de Cinzas, é um período de 40 dias marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão.”

 “A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho”  

Papa Francisco (mensagem para a Quaresma)



domingo, 26 de fevereiro de 2017

VIII DOMINGO COMUM

              OLHAI OS LÍRIOS DO CAMPO!
            OLHAI AS AVES DO CÉU!
   Mt 6,24-34



«Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Evangelho de S. Mateus 6,24).

Informações úteis
A mudança do sistema de som, as obras no telhado e a iluminação da nossa Igreja custaram cerca de 4550,00 euros. Apelamos à vossa ajuda e generosidade. Entregue o seu donativo aos párocos ou na secretaria paroquial. Muito obrigado.
Hoje, último Domingo do mês, faremos o peditório especial para a Conferência de S. Vicente de Paulo, assim estaremos a ajudar os pobres da nossa Paróquia. Desde já o nosso muito obrigado pela vossa generosidade.

Quarta-feira, dia 1 de março, começa a Quaresma, haverá Eucaristia com imposição das cinzas, às 8:00h, 11:00h e 19:00h. É dia de jejum e abstinência.

Sexta-feira, dia 3 de março, primeira sexta-feira do mês, dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, haverá adoração eucarística entre as 10:00h e as 11:00h
Via-Sacra, às 15.00 horas na Igreja de S. Tiago.

Sábado, dia 4, serão as Jornadas de Pastoral Familiar, no Seminário da Guarda, entre as 9:30h e as 15.30 horas. 

Nessa mesmo dia, haverá, no Grupo Campos Mello, às 16:00h horas, um encontro com a Jornalista Aura Miguel, única vaticanista portuguesa, que falará sobre o Papa Francisco.

Sábado, dia 4, teremos uma reunião geral de catequistas da nossa Paróquia, às 15:30 horas.

  



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

"A Palavra é um dom. O outro é um dom"

Mensagem do Santo Padre Francisco para a Quaresma 2017

Amados irmãos e irmãs!

A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

1. O outro é um dom

A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.

A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).
Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza connosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.

2. O pecado cega-nos

A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).

O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.

Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).

O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.

Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).

3. A Palavra é um dom

O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).

Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.

Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.

Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).

Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.

Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.

Vaticano, 18 de outubro de 2016

Festa do Evangelista São Lucas

FRANCISCO

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Encontro - Rezar com Santo Inácio


Calendário - mês de fevereiro


SÁBADO DIA 4
5.ºDomingo Comum
17:30 - Catequese
19:00 - Missa com a Catequese
Festa do acolhimento – 1º ano

DOMINGO DIA 5
5.ºDomingo Comum
Missas às 9:00 - S. João de Malta
11:30 e 19:00 - S. Tiago

SÁBADO DIA 11
6.ºDomingo Comum
  REZAR COM SANTO INÁCIO
17:30 - Catequese
19:00 - Missa com a Catequese

DOMINGO DIA 12
6.ºDomingo Comum
Missas às 9:00 - S. João de Malta
11:30 e 19:00 - S. Tiago

SÁBADO DIA 18
17:30 – Catequese
19:00 - Missa com a Catequese

DOMINGO DIA 19
7.ºDomingo Comum
Missas às 9:00 - S. João de Malta
11:30 e 19:00 - S. Tiago

SÁBADO DIA 25
FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS

DOMINGO DIA 26
8.ºDomingo Comum
Missas às 9:00 - S. João de Malta
11:30 e 19:00 - S. Tiago