domingo, 6 de maio de 2018

Dia da mãe

mãe de maio
senhora da alegria
mãe igual ao dia
avé-maria
canto para ti
ao correr da pena
a tinta é de açucena
a minha mão pequena

pega em mim ao colo
minha mãe de maio
olha que desmaio
pega em mim ao colo

pega em mim ao colo
o meu rosto afaga
depois apaga a luz
sou eu ou jesus?

D. António Couto

terça-feira, 1 de maio de 2018

Procissão de Velas


Dia 12 de maio às 2:00 horas. Partiremos como habitualmente da Capela de S. João de Malta e caminharemos pelas ruas da nossa cidade. Todos somos convidados a partilhar este momento de fé.


domingo, 8 de abril de 2018

II DOMINGO DA PÁSCOA


ABRIRAM-SE AS PORTAS DA VIDA!NA TARDE DO PRIMEIRO DOMINGO DE PÁSCOA: “VIU E ACREDITOU”.


Estamos na tarde do primeiro domingo de Páscoa e os discípulos estavam encerrados dentro de casa, com medo aos Judeus. Eles continuavam com medo apesar de Madalena, Pedro e João já terem ido ao Sepulcro encontrando-o vazio, com as ligaduras no chão e de terem ouvido a confissão de fé de João: viu e acreditou. Entretanto, Jesus veio e colocou-se no meio deles e disse-lhes: a paz esteja convosco. Tudo mudou e os discípulos, fechados num túmulo isolado do mundo, alegraram-se por verem o Senhor. Jesus pela Ressurreição transpôs as portas da morte, ei-lo agora a fazer o caminho inverso: abrir as portas da vida. Jesus vem agora encontrar os seus no recinto da morte,   onde o medo  mata e não liberta. Liberta-os e faz com que passem do encerramento à abertura aos outros: “Assim como o Pai me enviou também eu vos envio a vós” “Recebei o Espírito Santo”… E começa a nova criação! Neste Domingo, que o Papa João Paulo II quis dedicar à meditação da misericórdia de Deus, recordamos que Deus Pai em sua grande misericórdia e pela ressurreição de Jesus Cristo, nos fez nascer de novo para uma esperança viva (1Pedro 1,3-9). E esta nasce do perdão dos pecados: “àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados”.

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segunda-feira, 2 de abril de 2018

A RESSURREIÇÃO


Domingo da Ressurreição: um burburinho, um vai e vem de notícias, a boa nova: Jesus morreu e ressuscitou e é vida para nós. 

P. José Augusto de Sousa S.J.




domingo, 1 de abril de 2018

domingo, 25 de março de 2018

A ENTRADA DE JESUS EM JERUSALÉM E A MEDITAÇÃO DA PAIXÃO


Na entrada jubilosa de Jesus em Jerusalém, eu, como tantos outros, misturado na multidão dos simples peregrinos que tendo ouvido falar da ressurreição de Lázaro e da chegada de Jesus, vou ao seu encontro. P. José Augusto Sousa, SJ

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quinta-feira, 22 de março de 2018

DOMINGO DE RAMOS


Com o Domingo de Ramos, iniciamos a celebração da Semana Santa, um tempo litúrgico em que evocamos os momentos da Paixão de Jesus.
A celebração dos últimos dias da vida de Cristo começou pela sua entrada messiânica em Jerusalém e a bênção dos ramos. 

Eucaristia com Bênção dos Ramos: 

Ás 9:00h em S. João de Malta, às 11:30h e 19:00h em S. Tiago



sábado, 17 de março de 2018

V DOMINGO DA QUARESMA: QUEREMOS VER JESUS

“Se o grão de trigo, lançado à terra não morrer fica só, mas se morrer, dará muito fruto. Quem ama a vida perdê-la-á e quem despreza a sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna”.
P. José Augusto Sousa, S.J.


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sábado, 10 de março de 2018

IV DOMINGO DA QUARESMA - A LUZ BRILHA NAS TREVAS


A Luz brilha sempre por entre as nossas trevas e nunca deixará de brilhar, mesmo por entre as trevas do nosso pecado, como nos diz Paulo na 2ª leitura que proclamamos hoje: Deus amou-nos a nós que estávamos mortos pelos nossos pecados (Ef.2,4-11). É essa a razão da nossa alegria e, por isso, este Domingo de Luz, o 4º da Quaresma, é também chamado Domingo da Alegria, em latim: Domingo laetare. O paramento litúrgico é cor-de-rosa, a cor que exprime uma alegria, mas uma alegria serena e contida. Este Domingo é um apelo à alegria, um apelo a que estejamos contentes com nós próprios. Uma pessoa que não está contente consigo mesma e com os outros, acaba por ser uma pessoa doente no corpo e no espírito. Mas, a nossa alegria tem um fundamento sólido, a mensagem da Páscoa de Cristo que é também a nossa Páscoa.
Vivemos tempos difíceis que nos afligem, sobretudo, o flagelo da guerra, como está a acontecer na Síria, onde crianças feridas, mergulhadas em pó, apelam à Paz a nós adultos, tantas vezes insensíveis.
Todos, nestas circunstâncias, temos necessidade de receber um sinal de paz, de segurança. Mas o sinal é só um, como Jesus dizia aos fariseus no domingo passado. “Destruireis este templo e em três dias será reconstruído”. O sinal que nos dá Jesus é o sinal de Cruz. A Cruz, vemo-la e até a podemos venerar e beijar, mas a transformação do mundo velho num mundo novo nem sempre a vemos, no entanto opera-se lentamente, pela força da Ressurreição.
Beijamos a Cruz não para nos resignarmos com as lágrimas e com o sofrimento, mas sim para acreditarmos que Jesus, morto na Cruz “levantado ao alto” atrai todos os povos à salvação. Necessitamos da virtude da Esperança!
No diálogo com Nicodemos, Jesus se compara-se com a serpente de bronze levantada no deserto. Os que olhavam de frente para esse símbolo do mal, reconheciam os seus próprios pecados e eram salvos das mordeduras das serpentes.
Em Jesus, “levantado ao alto” descobrimos a misericórdia de Deus que perdoa os nossos pecados. O Livro dos Números dizia que os Israelitas não ficavam curados, porque olhavam para a serpente mas não elevavam o seu coração para Deus.  “Quem se voltava para ela era curado não pelo que via, mas por ti, Senhor Salvador de todos” (Sab16,7).
João, porém, diante do Senhor levantado na cruz, escreve: todo o homem que nele crê possui a vida eterna. João emprega por quatro vezes o verbo crer nesta passagem do Evangelho, porque a fé é o contrário da desconfiança. É preciso ter confiança e esta confiança é que transforma toda a vida.  
 A luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz”.  Esta imagem de acolher ou recusar a Luz traduz-se em crer em Cristo ou recusá-lo. Deus nunca se nos impõe. Propõe-se. É esta a lógica de Cristo no Evangelho: Se queres… Quem crê em Cristo não será julgado e crer em Cristo é crer em Deus que é amor e se nós cremos, verdadeiramente, no amor de Deus, tenhamos a certeza de que as suas manifestações para connosco, serão sempre obras de amor. O maior mal que nos pode acontecer é não acreditarmos que Ele é o único amor e nós amarmos mais as trevas do que a Luz, impedindo Deus de nos amar…Mas não percamos a confiança e acreditemos nestas palavras, o resumo de toda a revelação Bíblica “ Deus amou de tal modo o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito para que o mundo não pereça, mas tenha a vida eterna”
Suspiramos, muitas vezes: Quando é que vens Senhor, fazer que os homens transformam o seu coração de pedra em coração de carne! Quando é que mandas um Ciro (2ªLeitura 2 Cro.36 14ss) à nossa sociedade que diga um não à violência, à exclusão e estabeleça um diálogo universal. Ciro, homem de Paz, era o ungido do Senhor. Mandai Senhor um Ciro para que brilhe a luz de Deus no meio dos escombros da Síria e dos corpos destroçados para que ele, juntamente com as organizações humanitárias, seja mensageiro de Paz e, em teu nome, advirta os que têm poder que ir pelo lado da guerra é ir pelo lado das trevas é ir do lado do nada e dizer não à obra da criação de Deus. O sol brilha, quando o “homem é homem para o outro homem”, como dizia o Padre Arrupe.
 P. José Augusto Alves Sousa, SJ


Oração



«Eu tinha um relacionamento bastante bom com o Senhor.
Conversava com Ele, pedia-Lhe coisas, louvava-O, agradecia-Lhe. Mas tinha sempre um sentimento ou sensação inesquecível de que Ele queria que eu olhasse bem no fundo dos Seus olhos. E isso eu não queria. 
Conversava muito, mas desviava os olhos, cada vez que percebia que Ele estava a olhar para mim. Sim, olhava sempre para outro lado. E eu sabia porquê! Tinha medo. 
Receava encontrar uma acusação nos olhos d´Ele: algum pecado não arrependido. Mas pensava também poder encontrar, naquele olhar algum pedido, algo que Ele quisesse de mim.
Um dia, finalmente, juntei toda a minha coragem e olhei! Não havia acusação alguma. Nem exigência ou pedido. Aqueles olhos diziam-me, simplesmente: «Eu amo-te!». Nessa altura eu olhei-os ainda mais no fundo com a persistência de quem procura algo. Nada encontrei, apenas a mensagem de sempre: «Eu amo-te!». Como Pedro, saí e chorei.» 

P. Antony de Mello, SJ

Imagem: Rui Aleixo (Capela do Rato)